Apologia do activismo, ou: O povo NÃO é sereno

No meio de várias conversas sobre BDSM, surgiu uma questão, aparentemente ausente (ou quase!), do ambiente português: a questão do associativismo e do activismo, seja este formal ou informal, do tipo grass-roots. Aliás, vai ser precisamente deste último tipo que boa parte deste post vai beber, em termos mentais.

Aviso à navegação: isto é um post-flame-rant. Isto é muita frustração acumulada, junta, por ver argumentos e justificações que já foram invalidadas há décadas serem apresentadas como se fossem a ideia mais brilhante do universo e arredores. Isto é um protesto. Isto é um protesto contra a falta de espírito crítico, isto é um protesto contra a falta de proactividade, isto é um protesto contra a iliteracia, isto é um protesto contra o esquecimento histórico, cultural, contextual.

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Outros escritos

Tríadein Desejos Kinky, Volume 1, pp. 11-33. TNG Portugal - Nov. 2012

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Pluralidades eróticas - 11/11/2011

Apologia do activismo, ou: O povo NÃO é sereno

Pluralidades eróticas

Preâmbulo

Começo com um aviso à navegação: o meu uso de palavras e expressões muito típicas dentro do meio kinky/BDSM será (obscenamente?) liberal. Ao usar as palavras top e bottom, não as pretendo opostas, ou nem tão-pouco complementares à moda daquele famoso símbolo (yin-yang), mas como duas situações de troca de poder, de exercício de poder, como convencionado entre duas ou mais pessoas, numa determinada situação (quer essa situação seja de duração previamente estipulada ou não) – ideia, de resto, que Deleuze já defendeu em 1983.

Uso também kinky e BDSM de forma intermutável – e não como propriedades inerentes das pessoas, mas como algo que essas mesmas pessoas constroem e através das quais se constroem. Já dizia a Simone de Beauvoir que ninguém nasce mulher, antes se torna mulher, e não menos verdade é isto das mulheres que das pessoas kinky (embora em menor escala de impacto e alcance macro-social, claro).

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Tertúlia "Poliamor" do Caleidoscópio LGBT

ACTUALIZADO

Estive, juntamente com a Inês Rôlo, em representação do PolyPortugal, no Porto, dia 18 de Dezembro, às 15h. Esta tertúlia foi organizada pelo Caleidoscópio LGBT.

Abaixo poderá ouvir uma parte da tertúlia, bem como ver duas das notícias que foram feitas em torno dela, e fotos do evento.

Quero agradecer ao Caleidoscópio LGBT o convite e a iniciativa demonstrada, naquela que foi uma das melhores tertúlias em que já participei.

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