Cyborgs, Sexo e Sociedade - Curso de Verão

 

INSCRIÇÕES ENCERRAM A 5 DE AGOSTO!!
 
Datas: 29 de agosto a 2 de setembro | dias úteis das 10h00 às 13h00

Para quem adora: cinema, literatura, ficção científica, tecnologia, cyborgs; para quem gostou de "Ex Machina", "Her", "Only Ever Yours", "Alien", "Stepford Wives", e muito mais!

Docentes: Jorge Martins Rosa e Daniel Cardoso

Áreas: Comunicação, Política, Linguagem e Filosofia
Creditação para professores do Ensino Básico e Secundário
Formação geral e adequada: Professores do Grupos 410 e 600.


Objetivos
  • Debater representações contemporâneas do ‘cyborg’.
  • Discutir as implicações do cruzamento entre sexualidade e tecnologia.
  • Refletir sobre a cidadania para a intimidade e sobre as consequências que a tecnologia traz.
  • Capacitar para a análise crítica de obras de ficção, clássicas e recentes, sobre ciber-tecnologia, intimidade e sexualidade.
  • Dar a conhecer, e refletir sobre, avanços tecnológicos recentes na área da robótica, cibernética, realidade virtual.
  • Questionar os significados de corpo, sexo, sexualidade e intimidade na sociedade ocidental contemporânea.
  • A partir do ‘affective turn’, pensar as implicações da ansiedade social em torno da intimidade e da sexualidade na interação com a tecnologia.

MAIS INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
 

Curso Livre "Media e Género" - 2ª Ed.

Estão abertas as inscrições para a 2ª Edição do Curso Livre "Media e Género" - LINK

 

Creditação: 5 ECTS  - 30 horas/180€

Aula Livre Inaugural: 15 de Fevereiro, 19:00, Sala A.1.3

 


 

Este curso tem como objetivo principal a exploração dos conceitos de sexo-género a partir das mais recentes teorias feministas, sociológicas e queer, na medida em que estes conceitos se aplicam ao estudo dos variados media, procurando compreender como é que o género é construído e representado de diferentes maneiras em diversos suportes, desde a literatura, até ao cinema, televisão, jornais, revistas, internet, entre outros. 
Este Programa está vocacionado para a transversalidade: enquadra-se nos conteúdos programáticos de múltiplas variantes de Ciências da Comunicação e da Cultura (nomeadamente, marketing e jornalismo), mas também permite cruzamentos teórico-práticos com Cinema, por exemplo.
Pretende-se que as pessoas participantes sejam capazes de, no fim do seminário, mobilizar nas suas próprias investigações a categoria género de forma cientificamente, metodologicamente e criticamente sustentada. Para tal, os próprios conteúdos programáticos, e o enfoque dado a diferentes aspetos dos media e do género, serão parcialmente organizados em função dos interesses de investigação das pessoas participantes, quando aplicável.
 

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Amores políticos e políticas situadas

Sessão aceite no Gender Workshop Series VII do Centro de Estudos Sociais - Coimbra

30 de Março de 2017

Resumo

Este workshop tem como objectivo pensar as não-monogamias consensuais (NMCs) enquanto práticas sociais e políticas associadas à cidadania íntima (Plummer, 1994), e portanto com implicações para o activismo e participação cívica em movimentos sociais (Della Porta & Diani, 2006, p. 20) e também para o subactivismo (Bakardjieva, 2009). No entanto, e particularmente nos últimos dez anos, estas questões têm lentamente penetrado a esfera da política formal, como é possível ver pela recente decisão do Supremo Tribunal do Canadá (Rambukkana, 2015), pelo surgimento de “uniões poliafetivas” no Brasil (Sá & Viecili, 2014) e respectivo trabalho académico dentro da área do Direito (Santiago, 2015), bem como por análises que procuram estrategicamente equiparar a ideia de orientação sexual de forma a abranger elementos como o poliamor, de maneira a utilizar a legislação já em vigor (Tweedy, 2011). De resto, tanto na literatura académica (Ashbee, 2007; Aviram, 2008; Black, 2006; Emens, 2004; Ertman, 2005; Myers, 2009), como nas práticas e atitudes registadas junto de activistas (Aviram, 2005; Aviram & Leachman, 2015), se notam paralelismos entre o movimento a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e a criação da figura de um ‘casamento poliamoroso’.

Esta abordagem pretende problematizar a monogamia enquanto parte do Círculo Encantado (Rubin, 2007) patriarcal e parte da constituição do Estado capitalista contemporâneo (Engels, 1986), como uma estrutura histórica, económica e política que tem sido repetidamente sujeita a críticas feministas (e.g.: Rosa, 1994), da teoria anarquista queer (e.g.: Heckert, 2010) e pós-colonial. O objectivo será fazer uma leitura crítica à forma como o argumento da igualdade de género é usado para combater a diversidade relacional (Cardoso, 2014), sem porém assumir que as NMCs são intrinsecamente emancipatórias (Wilkinson, 2010), e procurar especular sobre possíveis estratégias políticas futuras.

Aula de Cibercultura 2016

Como tem sido tradição, o Prof. Dr. Jorge Rosa convida-me, todos os anos, para leccionar uma aula no seu seminário de Cibercultura, do Mestrado em Ciências da Comunicação (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - UNL).

O tema é o mesmo - o cyborg -, mas os conteúdos vão-se alterando e adaptando. Na minha abordagem, cruzo a figura do cyborg com a teoria queer, através do dildo, rematando com a ligação entre todas estas coisas e as micro-narrativas da cidadania da intimidade. Este ano a tónica foi colocada no questionar da suposta separação entre corpo e máquina, e nos desafios epistémicos e metodológicos que isso levanta, bem como nas possibilidades políticas e de resistência que se configuram.

Durante a aula são mostrados excertos dos filmes The MatrixeXistenZCrash Pad e da série de animação japonesa Serial Experiments Lain.

 

Gravação da aula

 

 


Série de aulas de Cibercultura

Aula de Cibercultura 2011

Aula de Cibercultura 2012

Aula de Cibercultura 2013

Aula de Cibercultura 2014

Cyberculture Seminar 2015