Jornalismo, ativismo e democracia - Questões e práticas no cruzamento entre imprensa e minorias

Tertúlia/workshop inserido nas atividades "7 Dias com os Media"

9 de Maio, 18:00-20:00, Universidade Lusófona, Sala S.0.11

com Catarina Marques Rodrigues (Observador), Carla Fernandes (Rádio Afrolis), Fernanda Câncio (Diário de Notícias), e moderação de Daniel Cardoso (ECATI-ULHT)

Entrada livre

 

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Entre o erótico e o pornográfico: Uma abordagem estética, psicossocial e cultural às sexualidades nos media audiovisuais

Curso Breve da Escola de Verão ECATI 2016, que resulta de uma colaboração entre a ECATI e a FPCV, através dos seus três proponentes: Prof. Dr. Manuel Damásio, Profa. Dra. Patrícia Pascoal, Mestre Daniel Cardoso.

De 18 a 22 de Julho

Total de 15 horas (3 horas por dia)

Das 18h - 21h

75€ - inscrição AQUI

 

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Workshop Zotero

De 4 a 8 de Julho

15 horas (3h por dia)

Das 15h - 18h

GRÁTIS - inscrição AQUI

 

Apresentação do Curso

O software EndNote tem sido, desde há muito, o standard de utilização de gestores bibliográficos no mundo da academia. No entanto, com a progressiva aceitação do software opensource, surgiram novas possibilidades, feitas por académicos para académicos. O Center for History and New Media da Universidade George Mason (EUA) foi onde nasceu uma dessas alternativas, sob a forma do Zotero. Várias instituições de ensino superior norte-americanas já migraram oficialmente para este sistema, que combina funcionalidades clássicas de um gestor de referências bibliográficas com os recentes aspetos das redes sociais, do trabalho colaborativo e da interação entre diferentes elementos de software que são necessários ao processo de produção científica.

Este programa tem a vantagem de ser utilizável de forma independente da área científica em questão, de não restringir o utilizador a um computador específico e de precaver à partida a possibilidade de criar cópias de segurança dos dados e da sua partilha com outros colaboradores.

Objetivos

Equipar os utilizadores com uma ferramenta de gestão bibliográfica de ponta, nas suas funcionalidades elementares e avançadas, de forma a agilizar o trabalho científico a solo e em equipas. Complementar ou substituir, de forma gratuita, programas como o EndNote.

 

Link para a página oficial da Escola de Verão ECATI 2016

Poliamor numa perspectiva genderizada – Discriminação e preconceitos na voz de mulheres em não-monogamias consensuais

Daniel Cardoso (FCSH/UNL – ECATI/ULHT)

Inês Ribeiro (FCSH/UNL)

 

1º Congresso Internacional CIEG (26 de Maio de 2016), Lisboa, Portugal

Abstract

O poliamor surge nos anos 90 do século XX como uma identidade associada a um conjunto de práticas de não-monogamia consensuais. Visto numa perspectiva alargada, as pessoas poliamorosas vivem fora do “círculo encantado” aceitável que Gayle Rubin (2007) articulou. Porém, e graças à genderização por detrás do ‘duplo padrão sexual’, o género tem uma forte componente na forma como a transgressão da mono-normatividade afecta a vida das pessoas poliamorosas.

Estes impactos são variados, e cruzam tanto o questionamento das masculinidades hegemónicas e validação de posturas de maior equidade de género (Cascais & Cardoso, 2012; Sheff, 2005), como também a rearticulação de novas hegemonias, masculinidade e desequilíbrios nas relações de poder em contexto de intimidade (Sheff, 2006).

O corpus de investigação sobre as atitudes sociais face ao poliamor têm vindo a crescer nos últimos anos, e confirmam a existência de discriminação contra pessoas poliamorosas (e.g.: Grunt-Mejer & Campbell, 2015; Hutzler, Giuliano, Herselman, & Johnson, 2015; Johnson, Giuliano, Herselman, & Hutzler, 2015), inclusive por entre a comunidade LGBT (Cardoso, 2014).

O presente estudo exploratório parte de um inquérito por questionário aberto, disseminado por entre a comunidade poliamorosa portuguesa via bola de neve nas redes sociais. Apresentamos um recorte dos resultados, a partir das respostas dadas por pessoas auto-identificadas enquanto mulheres e/ou no espectro de feminilidade, sobre as suas experiências de discriminação, as suas percepções sobre as normas sociais genderizadas vigentes no que diz respeito a não-monogamias consensuais e as suas estratégias de gestão dessas experiências. A partir dos relatos dados, é possível entender que há uma intensa gestão de conflitos entre família, amizades e relacionamentos íntimos, e a percepção do sexismo como algo constante nas suas vidas. Um elemento central é a condenação do agenciamento feminino, expresso no tropo da mulher poliamorosa ludibriada, e no da mulher poliamorosa hipersexual.

Apresentação



Gravação áudio