Natalidade e Cultura na Sociedade Contemporânea

No contexto da Assembleia Municipal de Lisboa dedicada a "Demografia, Natalidade e Repovoamento de Lisboa", participei com a intervenção "Natalidade e Cultura na Sociedade Contemporânea", dia 16/7/2013.

Resumo

A partir de uma perspectiva histórica e sociológica, procurar-se-à repensar o que a natalidade e a (não-)coabitação significam contemporaneamente, e como esses significados se ligam com expectativas normativas do que é uma vida adulta dentro de um contexto de profunda instabilidade social e económica. 
Por outro lado, a própria noção de administrar a natalidade de um dado país tem também uma história: a das mudanças da governamentalidade, que passam a incluir a preocupação com práticas de biopoder e biopolítica, segundo Michel Foucault. Na medida em que essas práticas implicam determinadas posturas normativas sobre qual o comportamento normal ou preferível de um determinado conjunto de bio-sujeitos políticos, procurar-se-à pensar de que maneiras se consegue utilizar essa característica para subverter elementos normativos que dizem respeito à noção ocidental contemporânea de família.
 

Apresentação

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Áudio